CBF justifica ausência do impedimento semiautomático na final da Copa do Brasil e acende novo debate no futebol brasileiro
A CBF justificou a ausência do impedimento semiautomático nos jogos da final da Copa do Brasil, apesar da recente estreia da tecnologia na Série A do Brasileirão. O sistema hoje está instalado em apenas 20 estádios, todos ligados à Série A, o que inviabiliza seu uso uniforme numa competição que envolve clubes da Série B como Fortaleza e Juventude.
CBF explica ausência do impedimento semiautomático na final da Copa do Brasil e amplia debate sobre tecnologia
A tecnologia de impedimento semiautomático, que estreou recentemente na Série A do Campeonato Brasileiro e já mudou decisões importantes, voltou ao centro do debate no futebol brasileiro por um motivo específico: sua ausência nos jogos da final da Copa do Brasil.
Segundo reportagem publicada pelo UOL, o impedimento semiautomático não foi utilizado nos jogos de ida da decisão da Copa do Brasil porque, até agora, o sistema está restrito à Série A do Brasileirão e operacional em apenas 20 estádios no país.UOL
Por que a tecnologia não está na Copa do Brasil?
De acordo com a apuração, a CBF implantou o impedimento semiautomático exclusivamente na Série A, onde a infraestrutura necessária já foi instalada e testada.UOL
- Hoje, 20 estádios possuem estrutura para o uso da tecnologia, sendo 19 de clubes da Série A mais a Arena Barueri.UOL
- A presença de clubes da Série B em fases avançadas da Copa do Brasil — como Fortaleza e Juventude nas oitavas de final — inviabiliza uma aplicação uniforme do recurso em toda a competição.UOL
A CBF entende que não seria adequado oferecer uma tecnologia de arbitragem avançada apenas em alguns estádios do mata-mata, criando um cenário de desigualdade técnica entre jogos de uma mesma fase.
Estreia no Brasileirão e impacto imediato
O impedimento semiautomático entrou em operação na 20ª rodada da Série A de 2026 e será utilizado em todo o segundo turno do campeonato.UOL
Em sua primeira rodada de uso, a tecnologia foi acionada em cinco lances de gol e apresentou tempo médio de checagem de 47 segundos, número considerado positivo pela CBF em comparação às análises tradicionais do VAR.CNN Brasil Olympics
Casos como:
- Santos x Chapecoense, com validação rápida do gol de empate dos catarinenses;
- Bahia x Corinthians, com anulação de gol após checagem;
- Flamengo x São Paulo, com gol rubro-negro anulado nos acréscimos;
mostraram o peso imediato da ferramenta em resultados da Série A.Correio da Manhã Terra
Brasil diferente da Copa do Mundo
Especialistas lembram que o sistema usado no Brasileirão é uma solução da Genius Sports, com câmeras de alta velocidade, inteligência artificial e reconstrução tridimensional para auxiliar o VAR na marcação de impedimentos.Olympics
Na Copa do Mundo, a FIFA utilizou uma tecnologia desenvolvida pela Hawk-Eye, com outra forma de captação e processamento dos dados.Olympics
Apesar das diferenças, o objetivo é o mesmo: tornar as decisões de impedimento mais rápidas e precisas, reduzindo o tempo de espera e aumentando a confiança nas marcações.
Debate ganha força com a final da Copa do Brasil
A combinação da estreia recente na Série A, das polêmicas em jogos grandes e da ausência da tecnologia em uma final nacional alimenta um debate central no futebol brasileiro:
- até que ponto é aceitável que competições de elite tenham níveis diferentes de tecnologia de arbitragem;
- qual é o ritmo possível de implantação do sistema em clubes de outras divisões e em estádios com menor infraestrutura.
Enquanto a CBF mantém o impedimento semiautomático restrito à Série A neste momento, o tema deve seguir em pauta entre clubes, torcedores e dirigentes, especialmente em decisões como a Copa do Brasil, disputadas ainda com o VAR tradicional nas checagens de impedimento.UOL