Dos gols às probabilidades
O motor de Poisson
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Dois números de gols esperados ainda não são uma previsão — "1,6 contra 1,1" não diz diretamente a chance de uma vitória do mandante. Transformar gols esperados em probabilidades é o trabalho do modelo de Poisson.
Por que Poisson
Os gols chegam a uma taxa mais ou menos constante, mas aleatória, ao longo de uma partida, e a distribuição de Poisson é a matemática padrão para exatamente isso: quantos eventos raros e independentes acontecem em uma janela fixa. Dê a ela os gols esperados de um time e ela devolve a probabilidade de esse time marcar 0, 1, 2, 3… gols.
Montando a grade de placares
O modelo roda o Poisson para os dois lados e os combina numa grade com cada placar plausível e quão provável cada um é. Dessa única grade, os mercados principais saem somando as células certas:
- Vitória do mandante — as células em que os gols do mandante superam os do visitante.
- Empate — as células em que são iguais.
- Vitória do visitante — as células em que os gols do visitante superam os do mandante.
Esses três somam as probabilidades do 1X2. A mesma grade dá o Mais/Menos — some cada célula cujo total de gols ultrapassa (ou fica abaixo) da linha de 2,5. Uma estimativa de gols esperados precifica, em silêncio, o quadro inteiro.
O que sai
O modelo guarda uma probabilidade de vitória, empate e derrota, os gols previstos por time e o total previsto, e uma leitura de Mais/Menos — tudo a partir desse único motor.
O Poisson supõe que os gols são independentes e que a taxa é estável. Nenhuma das duas coisas é perfeitamente verdadeira, então trate-o como uma forte aproximação de um esporte barulhento, nunca como certeza.