Da forma aos gols esperados

A combinação de gols esperados

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A primeira saída de verdade do modelo é uma estimativa de gols esperados para cada time naquela partida específica — sua melhor estimativa de quantos gols cada lado deveria marcar. Tudo o que vem depois decorre desses dois números.

Ataque encontra defesa

Os gols de um time não dependem só de quão bom é o ataque dele — dependem da defesa que ele enfrenta. Então o modelo monta os gols esperados de cada lado fazendo a média de duas coisas:

  • a média de gols marcados pelo mandante, e
  • a média de gols sofridos pelo visitante.

O mesmo é feito ao contrário para o visitante. Um ataque forte contra uma defesa vazada puxa o número para cima; o mesmo ataque contra uma defesa fechada puxa para baixo. Essa combinação simétrica é o que torna a estimativa um número de confronto, e não apenas uma nota de time.

Misturando o confronto direto

Quando há um histórico de confronto direto relevante (mais ou menos três encontros ou mais), o modelo o mistura — dando mais peso à estimativa de forma geral, mas deixando os gols que esses times realmente fizeram um contra o outro deslocar a conta. A forma recente lidera; a rivalidade específica ajusta.

Depois, a vantagem de casa

Por último, o fator de vantagem de casa é aplicado — elevando um pouco os gols esperados do mandante e cortando os do visitante. O resultado são dois números: gols esperados para o mandante e para o visitante. Há também um pequeno piso para que nenhuma das contas desabe a zero — até um azarão pesado tem alguma chance de marcar.

Os gols esperados são o eixo de todo o modelo. Acerte esses dois números e todo mercado — resultado, total de gols, ambos marcam — decorre deles.
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